sábado, 7 de setembro de 2013

Conheça mas uma historia importante de pessoas que fizeram historia em nosso município e que ficam esquecido no tempo.


como esse cordel do professor zezinho

O professor que ama o cordel
Isso vai acontecer
com gente que aprende a ler.
Lendo poema ou história,
cria asas na memória
e começa num segundo
a voar por todo o mundo.
E quanto mais leitura boa,
mais a gente lê e voa
pelo mundo sem fronteiras;
lendo, lendo a vida inteira,
numa contínua aventura
pelas asas da leitura.
José Poti
O professor José Ferreira da Silva, 62 anos, mais
conhecido como José Poti ou Zezinho, conta em versos
seu amor pela literatura. Humilde, tem o cuidado de dizer
a todo momento que não é poeta. A paixão pelos livros
vem desde a infância e, aos 36 anos, realizou o sonho de
ensinar português e inglês.
José Poti cresceu lendo os folhetos de cordel do pai
Cícero Ferreira do Nascimento e observando a mãe,
Maria das Dores da Silva, tocar rabeca, gaita e fole de
oito baixos. Naquele tempo, era difícil ter acesso a livros,
jornais e revistas. O professor não esquece o dia em que
viu pela primeira vez um exemplar da antiga revista “O
Cruzeiro”.
“Meu pai trabalhava na Fazenda Monte Alegre de Manoel
Carneiro da Rocha, e lá vi a revista. A partir daí, fui
lendo mais e mais”, conta. As difi culdades fi nanceiras
impediram José Poti de dedicar mais tempo aos estudos.
Aos 22 anos, decidiu ir em busca de emprego em São
Paulo, seguindo o mesmo caminho de muitos outros
conterrâneos. Inicialmente, trabalhava em feiras livres
vendendo frutas, mas logo apareceu uma oportunidade
de trabalho com carteira assinada.
“Passei nove anos trabalhando como operador de
máquinas na fábrica de brinquedos Estrela. Quem é
acostumado com a liberdade do campo estranha mais”,
salienta. A experiência foi boa, mas José Poti decidiu
retornar a Sítio Novo e teve que enfrentar novamente o
trabalho no campo. “A melhor terra do mundo ainda é a
nossa. O nordestino que sai daqui e diz que não gosta de
sua terra está mentindo. Ainda peguei um restinho dos
anos do algodão, até o Bicudo acabar com tudo”.
A paixão pela leitura já acompanhava o professor desde a
infância. O fi m do cultivo do algodão serviu para José Poti
despertar seu gosto pela literatura. Autodidata, sempre
gostou de estudar inglês através de livros didáticos. Já
de volta a terra natal, conseguiu alguns livros publicados
pela Universidade de Cambridge e começou a estudar
diariamente.
O empenho surtiu efeito e José Poti foi convidado a
ensinar português e inglês no município. Desde então,
corre em busca de um novo sonho. “Quero passar a
limpo meus escritos e publicar um livro, nem que seja
mimeografado”. O livro já tem título, “Infância Grande”,
uma série de histórias reais de um sítio-novense com
muita força de vontade.

fonte: Revista preá fonte de cultura,

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